Essa experiência de tempo foi um sentir a teoria na prática, em algo que queimava
que se acendia como um fogo e esse se apresentava no limiar entre o mental e o
físico. Sim, porque não tinha nome, era
desconhecido, a noção do que estava em volta desapareceu, o controle esvaiu-se
e ficou um nada. Uma desculpa sem culpa, uma ambigüidade que transcede o corpo,
um corpo habitual que se mostrava através do controle e no presente se
evidenciava o aqui e o agora de um todo que se foi, mas ainda está.
Uma angústia, algo que não se sabe realmente o que é. E a figura era o
sonho que se apresentava como algo do dia emaranhado nos tecidos e nas dívidas
e o fundo era o vivido que se apresentou
num sufocar por panos era outro sufocar, fazia tanto tempo, 40 anos, mas estava
ali de novo sendo vivido na experiência contada e sentida no corpo.
Foram três momentos e um Workshop e a confiança que se estabeleceu entre
aqueles que se olham no campo se formou outro campo, o campo de cada um, que já
não é mais de cada um, continua e fica, e retorna como algo intenso como se
fossem membros e órgãos de um ser que podemos até dar um nome, turma Edmund
Husserl.
A síntese privilegia a análise e portanto é no aqui e agora que consigo
fazer a interação numa síntese dos encontros até agora vividos, que são
contínuos e ao mesmo tempo se torna um
passado que é lembrado, um presente que é aqui descrito e um futuro na
expectativa agora compreendida do
campo, num fluxo contínuo que se apresenta.
Valdete Coelho Sant´ana
Psicologia Especialização em GT – turma Edmund Husserl.
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