segunda-feira, 10 de outubro de 2016


 Gênese e Fenomenologia I


No mês anterior eram gravuras que mexeram com o mundo, Paul Cézane, estava lá, e com certeza numa entrada triunfal, onde a hora e o momento já estavam se desenrolando além do meu horário, não percebi que no chão lá estavam elas e quando me dei conta, era uma artista plástica e tudo podia, até passar por cima de todas as imagens que produziam sensações e associavam reflexões e houve com certeza algo que não se enquadrava nem no corpo e nem na mente. O campo estava determinado e a fugaz maneira de entrar que aos olhos do outro se tornou triunfal, tornou-se a forma para um todo de um encontro que afetou coletivamente a todos, levando cada um em sua parte a formar o todo.

Mas no encontro seguinte era um tronco no meio da sala e assustava pelo tamanho, quando entrei fiz um comentário a respeito do encontro anterior: _ pisar em fotos tudo bem, mas tropeçar no tronco...    Há seria de mais! Riram.

De objeto do conhecimento passou a objeto intencional. Foi olhado, sentido analisado, tocado e no final causou mal estar a ponto de ser retirado do local.

Quantos vividos trazia registrado em cada ranhura. Molhado chegou, mas secou durante a noite.

 Entre seu passado e seu futuro se apresentava ali um aqui e um agora provocando, e trazendo das experiências de cada um sentimentos dos mais variados que poderiam estar se ajustando como neurótico ou psicótico.

Cada um olhava a perspectiva de um ângulo e encontrava a sua forma, em um certo momento serviu para trazer um cupido e expressar o namoro de dois, como também para deixar alguns sem fala.

Por onde andou você tronco que trouxe tantas e tantas demandas e onde está tudo isto em você ou nas pessoas? Ah parece-nos que é no campo, o campo que se formou em torno de você.

E a Gestalt algo que esta além e transcende, não dá para dizer se o tronco é o responsável, podia ser uma cadeira, uma boneca, outras pessoas, outro lugar, um campo ali se formaria trazendo algo de cada um, pois assim se propicia no ambiente. Mas é incrível que quase todas as situações que se apresenta para consulente e terapeuta traz a dor, porém, em certo momento apresentou-se o prazer, o namoro. A dor se torna desejo, prazer, precisa ser exposta para preencher o namoro de si.

Ah tronco o que trouxestes?